09/01/2019

Coreia do Sul proíbe sacos de plástico de uso único nos supermercados

O governo sul-coreano proibiu o uso de sacos de plástico descartáveis nos supermercados do país. A proibição entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2019, como parte de uma lei revista que promove a conservação dos recursos naturais e a gestão dos resíduos recicláveis, e afeta 2000 hipermercados e 11 mil supermercados. Os estabelecimentos comerciais têm agora de […]
03/01/2019

Irlanda proíbe uso de plástico descartável no setor público

Investida está alinhada aos esforços da comunidade europeia para combater a poluição plástica. Todos os órgãos públicos e agências estaduais da Irlanda deverão encerrar a compra e uso de copos, talheres e canudos descartáveis feitos de plástico, a partir de 31 de março. Além da proibição de uso desses produtos no setor público, o governo irlandês também planeja ações ambiciosas […]
02/01/2019

Deslocamento em aterro sanitário de Guarulhos deixa cidade em estado de emergência

Problemas isolados na coleta de lixo podem acontecer, de acordo com a prefeitura; deslocamento aconteceu na sexta-feira (28). A prefeitura de Guarulhos decretou estado de emergência na cidade nesta segunda-feira (31), por causa do deslocamento de parte do aterro sanitário Quitaúna, no bairro Cabuçu, vizinho ao Rodoanel a uma grande área verde do Parque Estadual da Cantareira. Uma grande parte […]
18/12/2018

Marca vegana cria sapatos feitos a partir de sobras de café

A indústria da moda, conhecida por ser uma das principais poluidoras do planeta. O café, entretanto, é novidade! A empresa nat-2 utiliza o pó de café descartado para dar a colocação ideal ao ‘couro’ feito a partir de garrafas plásticas recicladas. Assumidamente vegana, a marca não utiliza nenhum material de origem animal para a fabricação de seus itens. O design […]
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Fernando de Noronha proíbe uso e vendas de plásticos descartáveis

Um dos mais deslumbrantes e consagrados destinos do ecoturismo mundial, Fernando de Noronha torna-se a partir de hoje o primeiro lugar do Brasil a aprovar o banimento total dos plásticos descartáveis. O Decreto assinado pelo Administrador Geral da Ilha, Guilherme Rocha, estabelece a “proibição da entrada, comercialização e uso de recipientes e embalagens descartáveis de material plástico ou similares no […]

desmatamento de florestas vai provocar um aquecimento do clima global muito mais intenso do que o estimado originalmente, devido às alterações nas emissões de compostos orgânicos voláteis e às coemissões de dióxido de carbono com gases reativos e gases de efeito estufa de meia-vida curta. Um time internacional de pesquisadores, com a participação de cientistas do Instituto de Física (IF) da USP e da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), campus Diadema, calculou a força radiativa do desmatamento, levando em conta não somente o CO2 emitido, mas também o metano, o black carbon (carbono na forma de material particulado), a alteração no albedo (a fração da radiação refletida de volta ao espaço) de superfície e todos os efeitos radiativos conhecidos. O resultado final aponta que a temperatura vai subir mais do que o previsto anteriormente.

A pesquisa foi publicada recentemente na revista Nature Communications e utilizou detalhados modelos climáticos globais acoplados à química de gases e partículas em alta resolução. Descobriu-se que as emissões de florestas que resfriam o clima (compostos orgânicos voláteis biogênicos, os BVOCs) ficarão menores, implicando que o desflorestamento pode levar a temperaturas mais altas do que o considerado em estudos anteriores.

O físico Paulo Artaxo, do IF, um dos autores do estudo, explica que os BVOCs são gases emitidos naturalmente pelas plantas como parte de seu metabolismo. “Eles se transformam, em parte, em partículas. Na Amazônia, a maior parte das partículas em suspensão na atmosfera são provenientes da oxidação destes BVOCs. As partículas que são associadas com os BVOCs resfriam o clima do planeta, sendo mais um serviço ambiental que as florestas realizam”, descreve o físico. Ele também afirma que a maior parte dos estudos dos impactos climáticos do desmatamento publicados anteriormente focou somente as emissões de CO2.

Estudos de impactos climáticos do desmatamento anteriores focaram as emissões de CO2. Agora, descobriu-se que as emissões de florestas que resfriam o clima ficarão menores, o que pode levar a temperaturas mais altas do que o considerado nas primeiras pesquisas – Foto: Marizilda Cruppe – Divulgação/Greenpeace

“Neste novo estudo, levamos em conta a redução das emissões de BVOCs, a emissão de black carbon, metano e os demais gases de efeito estufa de vida curta”, explica. Os BVOCs participam de complexas reações químicas e podem produzir ozônio e metano, ambos gases de efeito estufa de meia-vida curta, isto é, com eliminação em menor tempo.

“O estudo considerou todos esses fatores conjuntamente, além das mudanças no albedo de superfície, quando derrubamos uma floresta e a trocamos para pastagem ou plantações”, acrescenta. Os gases de efeito estufa de meia-vida curta (do inglês Short Lived Climate Pollutants – SLCP) consistem em metano (CH4) e precursores de ozônio que aquecem a atmosfera e têm meia-vida muito mais curta do que a do CO2. Estes gases são emitidos conjuntamente com o CO2 no processo de desmatamento e queimadas, como ocorre na Amazônia. Seu efeito no clima é forte, pois são mais potentes que o CO2 para fazerem efeito estufa.

Regulação de temperatura

Levando em conta todos esses fatores, observou-se que as emissões das florestas que esfriam o clima têm um papel enorme na regulação da temperatura do planeta. “Derrubando as florestas, acabamos com este efeito esfriador, e aumentamos o aquecimento global.” Artaxo coloca que o efeito global é de um aquecimento adicional de 0.8 °C, em um cenário de desmatamento total. “Isso é um valor alto, comparável ao atual aquecimento médio global (cerca de 1.2 °C) ocorrido com todas as emissões antropogênicas desde 1850”, diz o físico.

A figura abaixo mostra que esse aquecimento é desigual, sendo maior nos trópicos, onde foi previsto um aquecimento de cerca de 2 graus na Amazônia: 

Imagem: Divulgação/IF

Luciana Rizzo, professora da Unifesp, outra coautora do estudo, salienta que, nos trópicos, o efeito atual das emissões de VOCs resfriando o clima é mais forte do que em florestas temperadas. “Portanto, o desmatamento nos trópicos tem um efeito mais importante no clima global”, conclui.

O artigo na revista Nature CommunicationsImpact on short-lived climate forcers increases projected warming due to deforestation, pode ser acessado livremente neste link.

Da Assessoria de Comunicação do Instituto de Física (IF) da USP

Mais informações: (11) 3091-7016, e-mail artaxo@if.usp.br, com o professor Paulo Artaxo

 

srzz

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