06/07/2018

Baleia morre após engolir 80 sacolas plásticas em alto-mar

Uma, duas, três, quatro… OITENTA! Mais um animal marinho foi vítima do descaso do bicho homem após ingerir OITENTA (!) sacolas plásticas em alto-mar. A baleia foi encontrada em estado bastante debilitado por autoridades do Ministério da Marinha tailandês, que a encaminharam para cuidados veterinários. Durante o atendimento, o animal chegou a vomitar algumas sacolas plásticas, mas não resistiu. Mais tarde, na necrópsia, biólogos confirmaram a […]
06/07/2018

Campanha alerta para desperdício de alimentos

O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, lançou, nesta terça-feira, a Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos, ao lado dos parceiros ONU Meio Ambiente, WWF-Brasil, Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Social e Fundição Progresso. A Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos será realizada anualmente, na última semana de outubro, com o objetivo de […]
06/07/2018

Pesquisa traça 2 mil anos da história das chuvas no Brasil

Entre 1500 e 1850, a Europa esteve imersa na chamada Pequena Era do Gelo, período no qual as temperaturas médias no hemisfério Norte eram consideravelmente inferiores às atuais. Até agora os efeitos daquela queda de temperatura sobre o clima da América do Sul eram pouco conhecidos, mas um novo estudo mostra que, nos séculos 17 e 18, o clima do […]
06/07/2018

Sul-coreanos criam oásis de alimentos orgânicos na Bahia

Na traseira de um carrinho de golfe novo em folha estacionado num posto de gasolina de Formosa do Rio Preto, na Bahia, uma folha de papel traz escrito “Propriedade dos Coreanos”. No município sossegado no oeste do estado, a cerca de 950 quilômetros de Salvador, a cena inusitada causa entusiasmo entre os habitantes da região. “Estão dizendo que a fazenda […]
06/07/2018

Por que a velocidade da Terra nesta sexta será 7.000 km/h mais lenta que em janeiro

Direito de imagemNASA No afélio, a Terra está cinco milhões de quilômetros mais longe do Sol do que no periélio Nesta sexta-feira, 6 de julho, a Terra estará mais distante do Sol do que em qualquer outro dia deste ano de 2018. Nesse dia, o planeta atingirá seu afélio, palavra de origem grega que significa “longe do Sol”. “O afélio […]

desmatamento de florestas vai provocar um aquecimento do clima global muito mais intenso do que o estimado originalmente, devido às alterações nas emissões de compostos orgânicos voláteis e às coemissões de dióxido de carbono com gases reativos e gases de efeito estufa de meia-vida curta. Um time internacional de pesquisadores, com a participação de cientistas do Instituto de Física (IF) da USP e da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), campus Diadema, calculou a força radiativa do desmatamento, levando em conta não somente o CO2 emitido, mas também o metano, o black carbon (carbono na forma de material particulado), a alteração no albedo (a fração da radiação refletida de volta ao espaço) de superfície e todos os efeitos radiativos conhecidos. O resultado final aponta que a temperatura vai subir mais do que o previsto anteriormente.

A pesquisa foi publicada recentemente na revista Nature Communications e utilizou detalhados modelos climáticos globais acoplados à química de gases e partículas em alta resolução. Descobriu-se que as emissões de florestas que resfriam o clima (compostos orgânicos voláteis biogênicos, os BVOCs) ficarão menores, implicando que o desflorestamento pode levar a temperaturas mais altas do que o considerado em estudos anteriores.

O físico Paulo Artaxo, do IF, um dos autores do estudo, explica que os BVOCs são gases emitidos naturalmente pelas plantas como parte de seu metabolismo. “Eles se transformam, em parte, em partículas. Na Amazônia, a maior parte das partículas em suspensão na atmosfera são provenientes da oxidação destes BVOCs. As partículas que são associadas com os BVOCs resfriam o clima do planeta, sendo mais um serviço ambiental que as florestas realizam”, descreve o físico. Ele também afirma que a maior parte dos estudos dos impactos climáticos do desmatamento publicados anteriormente focou somente as emissões de CO2.

Estudos de impactos climáticos do desmatamento anteriores focaram as emissões de CO2. Agora, descobriu-se que as emissões de florestas que resfriam o clima ficarão menores, o que pode levar a temperaturas mais altas do que o considerado nas primeiras pesquisas – Foto: Marizilda Cruppe – Divulgação/Greenpeace

“Neste novo estudo, levamos em conta a redução das emissões de BVOCs, a emissão de black carbon, metano e os demais gases de efeito estufa de vida curta”, explica. Os BVOCs participam de complexas reações químicas e podem produzir ozônio e metano, ambos gases de efeito estufa de meia-vida curta, isto é, com eliminação em menor tempo.

“O estudo considerou todos esses fatores conjuntamente, além das mudanças no albedo de superfície, quando derrubamos uma floresta e a trocamos para pastagem ou plantações”, acrescenta. Os gases de efeito estufa de meia-vida curta (do inglês Short Lived Climate Pollutants – SLCP) consistem em metano (CH4) e precursores de ozônio que aquecem a atmosfera e têm meia-vida muito mais curta do que a do CO2. Estes gases são emitidos conjuntamente com o CO2 no processo de desmatamento e queimadas, como ocorre na Amazônia. Seu efeito no clima é forte, pois são mais potentes que o CO2 para fazerem efeito estufa.

Regulação de temperatura

Levando em conta todos esses fatores, observou-se que as emissões das florestas que esfriam o clima têm um papel enorme na regulação da temperatura do planeta. “Derrubando as florestas, acabamos com este efeito esfriador, e aumentamos o aquecimento global.” Artaxo coloca que o efeito global é de um aquecimento adicional de 0.8 °C, em um cenário de desmatamento total. “Isso é um valor alto, comparável ao atual aquecimento médio global (cerca de 1.2 °C) ocorrido com todas as emissões antropogênicas desde 1850”, diz o físico.

A figura abaixo mostra que esse aquecimento é desigual, sendo maior nos trópicos, onde foi previsto um aquecimento de cerca de 2 graus na Amazônia: 

Imagem: Divulgação/IF

Luciana Rizzo, professora da Unifesp, outra coautora do estudo, salienta que, nos trópicos, o efeito atual das emissões de VOCs resfriando o clima é mais forte do que em florestas temperadas. “Portanto, o desmatamento nos trópicos tem um efeito mais importante no clima global”, conclui.

O artigo na revista Nature CommunicationsImpact on short-lived climate forcers increases projected warming due to deforestation, pode ser acessado livremente neste link.

Da Assessoria de Comunicação do Instituto de Física (IF) da USP

Mais informações: (11) 3091-7016, e-mail artaxo@if.usp.br, com o professor Paulo Artaxo

 

srzz

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