15/07/2019
Especialistas defendem a adoção de múltiplas estratégias para enfrentar a poluição causada pelos plásticos

Reutilizar, substituir, degradar

Os plásticos estão na mira das autoridades. Leis que restringem sua fabricação ou comercialização já são adotadas por dezenas de países. O banimento de produtos de uso único, como canudos, copos e embalagens, responsáveis pela maior parte dos resíduos que se acumulam na natureza, já é realidade em 27 nações – algumas cidades brasileiras também adotam a medida –, enquanto […]
08/07/2019

Uma nova tecnologia para desmantelar o maior “lixão” de plástico do Pacífico

Durante sua instalação em San Francisco, parecia uma serpente marinha gigante. Mas é uma obra de engenharia realizada para reduzir pela metade, em cinco anos, o enorme lixão oceânico de plástico chamado Great Pacific Garbage Patch (O grande remendo de lixo do Pacífico, em tradução livre). O projeto, desenvolvido pela fundação holandesa The Ocean Cleanup durante os últimos cinco anos, […]
08/07/2019
Catador de recicláveis no lixão da Vila Princesa.

Vila Princesa, a favela onde 400 famílias vivem do lixo

Diego Cristo de Araújo, 12, volta da escola por volta do meio dia. Assim que chega em casa ele almoça e já começa a se preparar. Calça galochas plásticas e veste calça, um casaco antigo e luvas grossas. Então o jovem, que sonha em se alistar no Exército e ser soldado, caminha alguns minutos por ruas de terra até chegar […]
08/07/2019
Um grupo de cidadãos retira plásticos de um rio nas Filipinas

Assim é a ‘sopa de plástico’ que asfixia o mundo

Plastiglomerado. Esse é o nome oficial de um novo mineral que não existia antes na natureza, mas agora se tornou frequente. Foi descoberto em 2014, na praia de Kamilo, da ilha do Havaí, e é formado por sedimentos e detritos plásticos. Na era atual, dominada pela ação dos seres humanos, “os perigos decorrentes da produção e uso indiscriminado deste material […]
08/07/2019
Katrina Spade, CEO da Recompose, empresa que pretende usar a compostagem como alternativa em vez de enterrar ou incinerar restos humanos.

Adubo humano para plantas é autorizado pela primeira vez nos EUA

Existe um método mais natural e ambientalmente respeitoso do que transformar cadáveres humanos em compostagem, em terra fértil, e fechar assim o ciclo da vida? O Estado de Washington, o primeiro a aprovar uma lei que regulamente esta prática, não tem nenhuma dúvida. Seu governador, Jay Inslee, assinou nesta terça-feira a nova norma que entrará em vigor em 1º de […]

O papa Francisco pediu “uma mudança no paradigma financeiro” para combater a mudança climática. Seus comentários não poderiam ser mais oportunos: a humanidade está frente a um ponto de virada. Mas em se tratando da economia, se abordarmos a questão de forma sensata e sem maiores delongas, este ponto de virada não precisa ser uma ruptura.

Nos últimos 70 anos, o mundo teve avanços notáveis e sem precedentes: aumento na expectativa de vida média de cerca de 40 anos para cerca de 70 anos, elevação de aproximadamente quatro vezes na renda per capita e um enorme declínio no número de pessoas em condições de pobreza absoluta. Como consequência, a população global quase triplicou.

Mas, ao mesmo tempo, observamos mudanças fundamentais em nosso capital natural, na atmosfera, oceanos, florestas, geleiras, rios e biodiversidade. Em 142 países tropicais, a área total de florestas naturais diminuiu 11% entre 1990 e 2015. Os oceanos registraram um aumento de 30% na acidez desde o início da Revolução Industrial.

A ciência é clara: devemos reduzir as emissões de carbono em pelo menos 30% nas próximas duas décadas para evitar níveis perigosos de aquecimento do planeta. Se continuarmos emitindo gases de efeito estufa nas taxas atuais pelas próximas duas décadas, é provável que superemos em muito um aumento de 3°C na temperatura média superficial global em comparação com o final do século XIX, usado como ponto de referência.

Tal aquecimento pode mudar e reduzir os locais habitáveis, prejudicar gravemente os meios de subsistência, movimentar bilhões de pessoas e levar a conflitos graves e prolongados. Corremos o risco de ter temperaturas consideravelmente mais altas que isso, se não mudarmos a maneira como produzimos e consumimos.

Conseguir reduzir as emissões de carbono, em escala e com urgência, é agora crucial e precisa ser feito nas próximas duas décadas, ao mesmo tempo em que a economia mundial provavelmente dobrará e a infraestrutura mais do que dobrará. O valor econômico desta mudança é convincente. Por exemplo, já é mais barato em muitos países gerar eletricidade a partir de fontes renováveis de energia, como a eólica e a solar, do que a partir da queima de combustíveis fósseis. Desde 2006, os custos dos módulos de energia solar caíram 79% e, desde 2010, os preços das baterias para armazenamento de energia caíram 72%.

Não há competição entre a responsabilidade climática e desenvolvimento econômico. Podemos construir uma nova forma de crescimento e de redução da pobreza que seja limpa, sustentável e inclusiva. O mundo está começando a perceber a atratividade do novo modelo de crescimento, bem como os riscos de mudanças climáticas não gerenciadas. Mas precisamos construir a vontade política e tomar as decisões necessárias rapidamente.

Sua Santidade, o Papa Francisco, está mostrando liderança extraordinária na tentativa de preencher a lacuna entre a obrigação moral e vontade de agir. Ele nos leva a reconhecer a combinação de urgência e oportunidade na crise que agora enfrentamos. Francisco certamente serve como um exemplo notável e crucial para nós que vivemos no mundo secular. Somente combinando liderança política e moral, juntamente com movimentos sociais e economia sólida, as decisões necessárias serão tomadas com a urgência que precisamos.

* Nicholas Stern é professor e presidente do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudança Climática e Meio Ambiente da London School of Economics, professor do Collège de France e presidente da British Academy.

Para ler mais sobre a Encíclica Laudato Sí e e a relação entre espiritualidade e meio ambiente, acesse esta edição de Página22.

 

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07/08/2018

Urgência climática pede liderança política e moral

O papa Francisco pediu “uma mudança no paradigma financeiro” para combater a mudança climática. Seus comentários não poderiam ser mais oportunos: a humanidade está frente a um ponto de virada. Mas em se tratando da economia, se abordarmos a questão de forma sensata e sem maiores delongas, este ponto de virada não precisa ser uma ruptura. Nos últimos 70 anos, o mundo […]
03/08/2018

ONU oferece curso online GRATUITO sobre agricultura familiar responsável (inspirado em metodologia brasileira)

É isso mesmo: a FAO, órgão da ONU para a Alimentação e a Agricultura, está oferecendo curso online gratuito (!!!) sobre agricultura familiar. A ideia é disseminar técnicas de agricultura sustentável à população, uma vez que um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável até o ano de 2030. No total são […]
03/08/2018

Mundano aborda crise da água em SP, desastre de Mariana e refugiados em nova mostra

“Não, a pintura não foi feita para decorar as habitações. É um instrumento de guerra, ofensivo e defensivo, contra o inimigo”. A frase atribuída a Picasso traz bem a ideia de ver o trabalho de Mundano em meios ao bairro dos Jardins, em São Paulo. As obras que vemos circulando nas paredes pelas ruas, nas 320 carroças de catadores e catadoras de […]
03/08/2018

Falta de investimento em gestão ambiental impede injeção anual de bilhões de reais na economia brasileira a partir das áreas verdes protegidas

As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras são muito conhecidas por seu potencial turístico – 11 milhões de pessoas visitaram parques nacionais em 2017. Não só parques nacionais, mas todas UCs podem oferecer importantes contribuições à economia nacional. Atividades como o extrativismo sustentável de madeira, a pesca, a geração de energia e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas são algumas […]