02/12/2019

Reciclagem gerou 70 milhões de reais entre 2017 e 2018

Anuário do setor de reaproveitamento de resíduos sólidos destacou a economia gerada pela atividade Em Setembro, o primeiro Anuário da Reciclagem, que compilou dados do período entre 2017 e 2018, foi lançado em São Paulo. O documento foi realizado pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, a Ancat, e a empresa Pragma Soluções Sustentáveis, entre outros parceiros. […]
02/12/2019

Uma semana sem plástico – Jornalista relata sua experiência

Em matéria publicada no El País, a jornalista Patrícia Gosálvez relata sua experiência Segue abaixo o relato publicado no portal “Trinta, eu contei. No meu lavabo, onde coloco tudo o que uso diariamente, estão 30 produtos cosméticos. De líquido para lentes de contato a batom. Desodorante roll-on, antisséptico bucal, protetor solar 50 (sempre!). Colônia infantil e um creme dental rosa com […]
02/12/2019

Empresas tratam esgoto e conseguem reutilizar a água

Estratégia é barata e ajudou empresas no período de seca do Sudeste.  Shopping em SP economizou ao tratar o esgoto de todos os sanitários. Para enfrentar a seca no Sudeste, algumas empresas desenvolveram uma estratégia de baixo custo: tratar o próprio esgoto e reutilizar a água. A água de reuso já é um bom negócio, especialmente em São Paulo, castigada por […]
02/12/2019

China terá a maior usina de bioenergia a partir de lixo em 2020

Uma usina que converte lixo em bioenergia está sendo desenvolvida no sul da China. Assim que estiver concluída, a usina, situada em Shenzhen, terá capacidade para processar aproximadamente 5 mil toneladas de lixo por dia, o que corresponde a cerca de 1,8 milhão de toneladas por ano. A obra está para ser entregue em 2020. Não é segredo que a China […]
02/12/2019

Brasileiros investem em geradores de energia e pensam em economia

Produzir a própria energia está se tornando um bom negócio no Brasil.  É possível ter bons descontos ou mesmo deixar de pagar a conta de luz Já tem gente ganhando desconto na conta de luz. Se a fonte for limpa e renovável, como o sol ou o vento, é possível ter excelentes descontos ou mesmo deixar de pagar a conta […]

O papa Francisco pediu “uma mudança no paradigma financeiro” para combater a mudança climática. Seus comentários não poderiam ser mais oportunos: a humanidade está frente a um ponto de virada. Mas em se tratando da economia, se abordarmos a questão de forma sensata e sem maiores delongas, este ponto de virada não precisa ser uma ruptura.

Nos últimos 70 anos, o mundo teve avanços notáveis e sem precedentes: aumento na expectativa de vida média de cerca de 40 anos para cerca de 70 anos, elevação de aproximadamente quatro vezes na renda per capita e um enorme declínio no número de pessoas em condições de pobreza absoluta. Como consequência, a população global quase triplicou.

Mas, ao mesmo tempo, observamos mudanças fundamentais em nosso capital natural, na atmosfera, oceanos, florestas, geleiras, rios e biodiversidade. Em 142 países tropicais, a área total de florestas naturais diminuiu 11% entre 1990 e 2015. Os oceanos registraram um aumento de 30% na acidez desde o início da Revolução Industrial.

A ciência é clara: devemos reduzir as emissões de carbono em pelo menos 30% nas próximas duas décadas para evitar níveis perigosos de aquecimento do planeta. Se continuarmos emitindo gases de efeito estufa nas taxas atuais pelas próximas duas décadas, é provável que superemos em muito um aumento de 3°C na temperatura média superficial global em comparação com o final do século XIX, usado como ponto de referência.

Tal aquecimento pode mudar e reduzir os locais habitáveis, prejudicar gravemente os meios de subsistência, movimentar bilhões de pessoas e levar a conflitos graves e prolongados. Corremos o risco de ter temperaturas consideravelmente mais altas que isso, se não mudarmos a maneira como produzimos e consumimos.

Conseguir reduzir as emissões de carbono, em escala e com urgência, é agora crucial e precisa ser feito nas próximas duas décadas, ao mesmo tempo em que a economia mundial provavelmente dobrará e a infraestrutura mais do que dobrará. O valor econômico desta mudança é convincente. Por exemplo, já é mais barato em muitos países gerar eletricidade a partir de fontes renováveis de energia, como a eólica e a solar, do que a partir da queima de combustíveis fósseis. Desde 2006, os custos dos módulos de energia solar caíram 79% e, desde 2010, os preços das baterias para armazenamento de energia caíram 72%.

Não há competição entre a responsabilidade climática e desenvolvimento econômico. Podemos construir uma nova forma de crescimento e de redução da pobreza que seja limpa, sustentável e inclusiva. O mundo está começando a perceber a atratividade do novo modelo de crescimento, bem como os riscos de mudanças climáticas não gerenciadas. Mas precisamos construir a vontade política e tomar as decisões necessárias rapidamente.

Sua Santidade, o Papa Francisco, está mostrando liderança extraordinária na tentativa de preencher a lacuna entre a obrigação moral e vontade de agir. Ele nos leva a reconhecer a combinação de urgência e oportunidade na crise que agora enfrentamos. Francisco certamente serve como um exemplo notável e crucial para nós que vivemos no mundo secular. Somente combinando liderança política e moral, juntamente com movimentos sociais e economia sólida, as decisões necessárias serão tomadas com a urgência que precisamos.

* Nicholas Stern é professor e presidente do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudança Climática e Meio Ambiente da London School of Economics, professor do Collège de France e presidente da British Academy.

Para ler mais sobre a Encíclica Laudato Sí e e a relação entre espiritualidade e meio ambiente, acesse esta edição de Página22.

 

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07/08/2018

Urgência climática pede liderança política e moral

O papa Francisco pediu “uma mudança no paradigma financeiro” para combater a mudança climática. Seus comentários não poderiam ser mais oportunos: a humanidade está frente a um ponto de virada. Mas em se tratando da economia, se abordarmos a questão de forma sensata e sem maiores delongas, este ponto de virada não precisa ser uma ruptura. Nos últimos 70 anos, o mundo […]
03/08/2018

ONU oferece curso online GRATUITO sobre agricultura familiar responsável (inspirado em metodologia brasileira)

É isso mesmo: a FAO, órgão da ONU para a Alimentação e a Agricultura, está oferecendo curso online gratuito (!!!) sobre agricultura familiar. A ideia é disseminar técnicas de agricultura sustentável à população, uma vez que um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável até o ano de 2030. No total são […]
03/08/2018

Mundano aborda crise da água em SP, desastre de Mariana e refugiados em nova mostra

“Não, a pintura não foi feita para decorar as habitações. É um instrumento de guerra, ofensivo e defensivo, contra o inimigo”. A frase atribuída a Picasso traz bem a ideia de ver o trabalho de Mundano em meios ao bairro dos Jardins, em São Paulo. As obras que vemos circulando nas paredes pelas ruas, nas 320 carroças de catadores e catadoras de […]
03/08/2018

Falta de investimento em gestão ambiental impede injeção anual de bilhões de reais na economia brasileira a partir das áreas verdes protegidas

As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras são muito conhecidas por seu potencial turístico – 11 milhões de pessoas visitaram parques nacionais em 2017. Não só parques nacionais, mas todas UCs podem oferecer importantes contribuições à economia nacional. Atividades como o extrativismo sustentável de madeira, a pesca, a geração de energia e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas são algumas […]