13/08/2019

Seu telefone nasceu sobre uma montanha de resíduos tóxicos

Daqui até 2020 haverá cerca de cinco bilhões de pessoas no mundo que usarão um smartphone (ou telefone inteligente). Cada dispositivo é fabricado com numerosos metais preciosos e muitas de suas principais funcionalidades não seriam possíveis sem eles. Alguns destes metais, como o ouro, são bem conhecidos, mas outros, como o térbio, parecem algo estranho. A extração destes metais é […]
13/08/2019

Descarte de toneladas de lixo causou queda de túnel no Rio, diz secretaria

O principal responsável pelo desabamento de parte do teto do Túnel Acústico Rafael Mascarenhas, no último dia 17 de maio, seria um morador do Jardim Pernambuco, uma área de residências luxuosas no bairro do Leblon, na zona sul do Rio, segundo informou a prefeitura. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente confirmou que vai multar o proprietário do imóvel na próxima […]
13/08/2019

Plástico e resto de cigarro são mais de 90% dos resíduos vistos no mar

Materiais de plástico e restos de cigarro representam mais de 90% dos resíduos encontrados no ambiente marinho brasileiro, segundo diagnóstico divulgado hoje (4) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Ambos correspondem a 52,4% e 40,4%, respectivamente, do número de objetos coletados. Dados internacionais mostram que, no exterior, os materiais plásticos também são os mais […]
13/08/2019

Rio ganha duas usinas que transformam lixo em combustível e energia

Transformar lixo em energia e combustível. Essa será a função das duas usinas da Gás Verde S.A inauguradas nesta quinta-feira (4), no estado do Rio de Janeiro. As unidades estão situadas nos aterros sanitários de Seropédica, na região metropolitana, e em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Segundo a Gás Verde S.A, o biogás é mais puro do que o gás natural […]
13/08/2019

Contra desperdício, supermercado do Rio sai em defesa dos legumes “feios”

Ao longo de um ano, o mundo desperdiça cerca de um terço dos alimentos que produz, segundo as Nações Unidas. A perda de legumes, verduras e frutas ocorre em todas as etapas da cadeia de valor, mas é mais pronunciada no início (produção) e no final (consumo). No lado do consumo, é comum que alimentos com pequenos “defeitos”, como formatos […]

Uma das grandes promessas do futuro são veículos sem motorista. Diversas empresas investem atualmente no desenvolvimento da tecnologia mundo afora. Todas querem ser a primeira a lançar automóveis inteligentes comercialmente. Vários modelos se encontram em fase de teste, inclusive na Alemanha.

Em Berlim, desde o final de março, pequenos ônibus autônomos estão sendo testados pela empresa pública de transporte coletivo, a BVG. Um dos veículos elétricos percorre um trecho de pouco mais de 1 quilômetro dentro do campus do hospital Charité.

A fase de teste vai até 2020. No primeiro ano, no entanto, um motorista da BVG estará sempre a bordo. Sua função é reagir em situações de risco e identificar falhas do sistema.

Qualquer pessoa pode dar uma volta de graça nos ônibus autônomos nesta fase de teste. Resolvi conferir a novidade. A primeira lição que aprendi foi: não adianta fazer sinal para o veículo caso você esteja esperando no ponto errado. O ônibus amarelo, que parece uma caixa com rodas, está programado para parar e abrir as portas apenas em seus pontos.

Como o veículo anda a cerca de 10 quilômetros por hora, ou menos se houver obstáculos à sua frente – para minha sorte, havia uma bicicleta na dianteira, o que fez com que ele andasse bem devagar –, consegui chegar ao ponto que foi indicado pela operadora da BVG antes do ônibus.

Clarissa NeherA jornalista Clarissa Neher vive em Berlim desde 2008

Ao parar, o primeiro sinal que a operadora fez foi para não apertar o botão para abrir a porta. Logo que entrei, a simpática funcionária da BVG contou que, diferentemente do que ocorre nos metrôs e trens, no ônibus as portas se abrem sozinhas. Mas para fechar é preciso apertar o botão.

Com as portas fechadas, o ônibus, devagar e silencioso, trafega pelas ruas do campus. Ao identificar riscos de colisão, como carros que cruzam diante dele ou pedestres, ele imediatamente freia. A brecada não é pior do que em um ônibus com motorista.

A operadora contou que o veículo autônomo ainda está em fase de aprendizagem e, por isso, empaca como uma mula quando surgem obstáculos no percurso. Por exemplo, ele ainda não sabe desviar de carros que estacionam invadindo a região programada do que seria seu “trilho digital”.

Nesses casos, para seguir viagem, a operadora precisa assumir o controle da máquina. Perguntei o que ela achava do ônibus autônomo e se tinha algum receio de que com essa tecnologia muitos acabassem perdendo o emprego.

“Esse é o futuro, mas ainda acho que é futuro bem distante e não seremos nós que vamos vivenciá-lo”, respondeu com entusiasmo. “E mesmo sem motorista, serão necessárias pessoas para monitorar esses veículos e verificar se estão funcionando corretamente.” Ela também acha exagero se preocupar com acidentes que poderiam ser causados por esse tipo de veículo, que considera bastante seguro.

Orçado em 4,1 milhões de euros, o projeto piloto conta com quatro ônibus autônomos: dois na Charité e outros dois num complexo hospitalar em Wedding. A iniciativa não é inédita na Alemanha, onde um ônibus autônomo já circular em Bad Birnbach, ligando o centro da cidade a uma terma, mas em Berlim é inédito o fato de a população poder participar dos testes.

O projeto tem feito bastante sucesso. A operadora contou que a linha da Charité é bem procurada. Curiosos que ouviram falar do teste no noticiário são a maioria dos passageiros. Outros vieram visitar pacientes e aproveitaram para conhecer o ônibus autônomo.

Andar em um veículo sem motorista causa certo desconforto pelo fato de estar dentro de uma máquina que, em teoria, não está sob controle de ninguém e pode apresentar falhas a qualquer momento. A viagem foi tranquila e sem incidentes. Porém, o melhor foi o bate-papo sobre Berlim, família e férias com a simpática operadora da BVG, que costuma conduzir bondes em Berlim.

O ônibus no campus da Charité, no centro de Berlim, circula de segunda a sexta das 9h às 16h. A viagem é gratuita.

Clarissa Neher é jornalista freelancer na DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, publicada às segundas-feiras, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy.

05/06/2018

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