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A Importância do PGRSS para as Instituições de Saúde

Por Marina Salvitti

Em um ambiente hospitalar, a administração geral abrange diversos processos de trabalho que, por sua vez, subdividem-se e subordinam-se à diretorias financeira, administrativa e clínica. Todo este processo de gestão envolve planos de ação para atender única e exclusivamente ao cliente de saúde, oferecendo diferentes tipos de serviços ligados à saúde humana. Um hospital público ou privado oferece essencialmente serviços de saúde de alta ou baixa complexidade, onde a integridade física do paciente e do profissional de saúde deve ser garantida. Para isso é importante que se institua manuais, planos e procedimentos afim de levar aos profissionais informação atualizada e referências sobre as atividades praticadas.

O PGRSS representa um destes documentos com alto grau de relevância. Lidar diariamente com a saúde humana faz com que gestores hospitalares e de serviços de saúde busquem a qualidade total nos processos de trabalho para que erros fatais não sejam acometidos dentro das instituições. Os colaboradores que formam a força de trabalho dentro de um hospital, de uma clínica ou de centros diagnósticos também precisam se preocupar com a própria saúde quando lidam com doenças complexas e, muitas vezes, transmissíveis pelo contato direto ou indireto com o paciente.

Todos os procedimentos que envolvem o atendimento à saúde humana devem seguir normas de higiene e de segurança visando proteger todos os envolvidos, uma vez que nem sempre é possível saber de imediato a natureza das doenças que acometem os pacientes que chegam ao hospital.
Em um único procedimento clínico ou cirúrgico podem ser utilizados diferentes tipos de materiais e de medicamentos que geram resíduos químicos, infectantes, radioativos ou perfuro cortantes. Estes resíduos precisarão ser desprezados em recipientes apropriados e em locais específicos para que possam ser encaminhados a um tratamento adequado e seguro, garantindo a segurança do trabalhador e da comunidade.

A percepção da importância de se administrar os RSS com segurança, devido à sua característica física, química ou biológica, gerou uma ação de responsabilidade pelos órgãos públicos ligados ao Ministério da Saúde e do Meio Ambiente. Essa ação possibilitou a elaboração de um sistema de gestão, criado para que os estabelecimentos de saúde administrassem de forma segura todos os tipos de resíduos gerados diariamente dentro da instituição. Atualmente, este sistema é denominado Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – (PGRSS): o mesmo é obrigatório em qualquer instituição que cuida da saúde humana ou animal e faz parte dos processos de qualidade da instituição.

O Gerenciamento de Resíduos nos Serviços de Saúde é, hoje, uma ação essencial e obrigatória em todo o país; tem como fundamento a descrição de toda sistemática envolvida nesse gerenciamento, desde a geração até a disposição final dos RSS. A sua intenção é prevenir e controlar riscos ocupacionais dentro dos estabelecimentos de saúde, preservar a saúde pública, proteger os recursos naturais e o meio ambiente.

A relevância do tema se evidencia pelas normas e regulamentos estabelecidos no país por órgãos nacionais. Estes órgãos orientam os estabelecimentos que prestam serviços relacionados à saúde humana ou animal a elaborar um plano de gerenciamento de resíduos, envolvendo-os com a questão do lixo e responsabilizando-os pelos resíduos gerados.

 

 

Marina Salvitti é especialista no tema Gestão de Resíduos em Serviços de Saúde e auxilia empresas na implementação dos PGRSSs.

Fonte: Plataforma RSS

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