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Por que o rio Tietê em São Paulo continua sujo?

Fonte: The Greenest Post

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rio Tietê é uma das primeiras paisagens vistas ao chegar em São Paulo. Nos 56 metros de largura e 26 quilômetros de leito canalizado que atravessam a cidade, a vida aquática é nula – sem contar a sujeirae o cheiro de esgoto. Isso ocorre porque a mancha de oxigenação zero ocupa hoje 130 km do curso, de acordo com os dados de monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica.

Em 1992, o governo do Estado prometeu publicamente limpar o rio até 2005, com o Projeto Tietê. Foram R$ 8,8 bilhões em investimentos no projeto, mas nada mudou por definitivo.

Em uma investigação, a BBC Brasil constatou que a maior dificuldade se encontra na construção da rede de coleta de esgoto e no entendimento de que também é preciso parar de despejar poluentes para limpar o rio. Em entrevista para o veículo, José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP, explica que é preciso manejar corretamente o esgoto.

A maior parte dos detritos que vão hoje para o Tietê é de origem doméstica. Ainda há resíduos industriais, de empresas que burlam o regulamento que proíbe a prática, podendo ser de alta toxicidade, e a “carga difusa”, que é a sujeira das ruas carregada pela chuva. Isso tudo, além de danificar o rio, acaba parando também no seu leito, diminuindo a capacidade de vazão da água e causando enchentes, desmatamento da mata ciliar e erosão do solo.

Além do acúmulo de lixo, outro grande problema é o uso do solo. Há muito tempo a área de várzea do rio, reservada para seu transbordamento natural em decorrência das chuvas, vem sendo ocupada na capital. Assim, o problema da poluição do rio liga-se intimamente ao problema da habitação. Segundo os especialistas, eles precisam ser resolvidos em paralelo. Muitas famílias não têm onde morar e devem ser transferidas corretamente para uma área onde não há risco.

É preciso investir em novas tecnologias, alterar as formas de relacionamento com o rio e priorizar o saneamento!

Foto: Fernando Stankuns/Creative Commons

 

srzz

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