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Espanhola desenvolve couro ecológico feito com restos de abacaxi

Fonte: The Greenest Post

“Além de ser uma baita crueldade, a indústria do couro não consegue produzir material de qualidade.” A afirmação é de Carmen Hijosa, especialista em couro que visitou uma empresa especializada nas Filipinas. Foi durante esta mesma viagem que teve um insight que mudou sua vida: o país produz muito abacaxi, o que gera muito resíduo (que, vejam só, poderia ser usado para produzir couro vegetal!).

Carmen decidiu investir na ideia. Pediu demissão do emprego, no qual trabalhava há sete anos, e investiu em um curso na Royal College of Art, em Londres. Enquanto ganhava o título de PhD, desenvolveu o material patenteado por ela — hoje assunto deste post. Aos 63 anos, dirige sua startup de couro feito a partir de restos de abacaxi, chamada Piñatex.

“A força e flexibilidade das fibras do abacaxi são características essenciais para o produto final”, explica Carmen, que também fez testes (não tão bem sucedidos) com a banana e o sisal.

A ideia da moça está fazendo sucesso, não é para menos. Além de evitar toda a crueldade da indústria do couro legítimo, o couro de fibras de abacaxi leva vantagem sobre o couro sintético. Isso porque a produção desse tipo de material também acarreta em problemas para o meio ambiente: geralmente, a fabricação de couro sintético utiliza produtos químicos, como o petróleo, que contaminam os lençóis freáticos e solos. Muito melhor optar pelo couro de abacaxi, que de quebra ainda reduz a quantidade de resíduos nos aterros, não?

“Análises de tendência de mercado mostram que os consumidores estão prestando cada vez mais atenção em quem, como, onde e quando suas roupas são fabricadas”, diz Carmen.

O couro de abacaxi é vendido em forma de rolos que podem ser utilizados para fazer qualquer tipo de produto que hoje é fabricado com couro animal- de sapatos a assentos de carros. Atualmente, a startup de Carmen produz entre 500 e 2.000 metros do material a cada 30 dias. Mas, em três meses, ela espera aumentar a fabricação para 8.000 metros. Marcas como Puma e Camper já estão começando a testar a inovação.

srzz

 

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