18/03/2019
China não vai mais reciclar plástico de outros países

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A China quer deixar de ser o depósito de lixo do planeta. O país proibiu as importações de certos tipos de resíduos sólidos do exterior, uma medida que pode ter impactos importantes sobre a indústria mundial da reciclagem. Todas as nações – principalmente as desenvolvidas – que até agora dependiam do gigante asiático para se desfazer de seu lixo deverão […]
18/03/2019
Vila Princesa, a favela onde 400 famílias vivem do lixo

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Diego Cristo de Araújo, 12, volta da escola por volta do meio dia. Assim que chega em casa ele almoça e já começa a se preparar. Calça galochas plásticas e veste calça, um casaco antigo e luvas grossas. Então o jovem, que sonha em se alistar no Exército e ser soldado, caminha alguns minutos por ruas de terra até chegar […]
18/03/2019
O Everest, um lixão no teto do mundo

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O ser humano deixa seu rastro até no teto do mundo. Barracas fluorescentes, material de escalada, cilindros de oxigênio vazios e até excrementos. Um alpinista que acha que vai encontrar neve imaculada no Everest pode ter uma surpresa desagradável. “É nojento, um espetáculo repugnante”, diz Pemba Dorje Sherpa, um guia nepalês que chegou 18 vezes ao Everest. “A montanha tem […]
18/03/2019
O projeto da fundação holandesa The Ocean Cleanup, financiado com 20 milhões de dólares, entra em sua fase operacional

Uma nova tecnologia para desmantelar o maior “lixão” de plástico do Pacífico

Durante sua instalação em San Francisco, parecia uma serpente marinha gigante. Mas é uma obra de engenharia realizada para reduzir pela metade, em cinco anos, o enorme lixão oceânico de plástico chamado Great Pacific Garbage Patch (O grande remendo de lixo do Pacífico, em tradução livre). O projeto, desenvolvido pela fundação holandesa The Ocean Cleanup durante os últimos cinco anos, […]
13/03/2019

#Trashtag Challenge: o desafio online que está levando internautas a recolherem lixo em locais públicos

Não é sempre que uma hashtag viraliza para além das redes sociais. Mas um desafio online que estimula participantes a recolher lixo de locais públicos tem levado dezenas de milhares de pessoas a fazer exatamente isso. No chamado “Trashtag Challenge” – algo como hashtag “Desafio do Lixo”, em português – os participantes escolhem um lugar poluído, limpam esse local e […]

Ratos gigantes estão matando milhões de filhotes de aves em uma ilha remota do Atlântico Sul, chegando a ameaçar espécies raras de extinção.

De acordo com um estudo da organização britânica Royal Society for the Protection of Birds, ratos introduzidos na ilha de Gough no século 19 passaram a comer os ovos e os filhotes de pássaros.

O grupo diz que, se nada for feito, uma espécie ameaçada, albatroz-de-tristão, provavelmente será extinta.

Há, entretanto, um projeto para erradicar o roedor até 2020.

Gough é uma ilha remota que faz parte do território do Reino Unido, considerada uma das mais importantes colônias de pássaros do mundo, com mais de 10 milhões deles.

É também chamada de Ilha de Gonçalo Álvares pelos portugueses, em homenagem ao explorador que teria sido um dos primeiros a chegar ao local, no início do século 16.

Albatroz
Ratos chegaram a matar 2 milhões de filhotes em um ano – albatroz é uma das espécies afetadas

Os ratos chegaram à ilha vulcânica de 91 km² trazidos pelos navios que aportavam ali no século 19, e se adaptaram às condições naquele pequeno pedaço de terra alimentando-se de ovos e de filhotes de aves.

Câmeras já registraram grupos de até nove ratos comendo os filhotes de pássaros.

A estratégia adaptativa deu tão certo que os ratos acabaram se tornaram “gigantes”. São 50% maiores do que um rato doméstico.

“Muitas das aves da ilha são pequenas e fazem seus ninhos em buracos”, diz Anthony Caravaggi, da University College Cork, na Irlanda.

“Os filhotes são menores e não têm como fugir, então, para um rato oportunista, eles são presa relativamente fácil. Como ficaram maiores, os ratos agora atacam todos os pássaros, mesmo os filhotes de albatroz-de-tristão, que são maiores do que outras aves”.

Rato
Um dos ratos que estão causando estragos na ilha de Gough

De acordo com o estudo de Caravaggi, ao menos dois milhões de filhotes estão sendo perdidos anualmente.

A preocupação principal são as espécies raras em Gough, especialmente o albatroz-de-tristão.

Só restam 2 mil casais. As aves vivem em casal a vida toda e produzem só um ovo por ano.

Há registros de pais que voltam para o ninho com comida e encontram os filhotes mortos. A extinção dessa espécie é dada certa em algumas décadas, caso a situação não seja revertida.

“Num curto espaço de tempo, o albatroz-de-tristão desaparecerá, assim como várias outras espécies”, diz Caravaggi.

“Apesar da ave ser a que mais chama atenção, há outras espécies aqui, como a grazina-de-barriga-branca e faigões, que serão os próximos (a entrarem em extinção), se os ratos não forem removidos.”

Dado que os ratos se adaptaram à oportunidade que as aves representam, por que elas também não reagiram à ameaça?

Albatroz
Albatroz de nariz amarelo

“Essas espécies evoluíram para viver na ilha livres de predadores. É por isso que tem tantas aves lá”, diz Alex Bond, do Natural History Museum, que também assina a pesquisa.

“Surgem novas gerações de ratos umas duas vezes por ano, mas, para aves como a albatroz-de-tristão, que ficam os primeiros dez anos no mar, demora muito para esses mecanismos comportamentais terem efeito.”

A RSPB, junto com o governo do arquipélago de Tristão da Cunha, que são os responsáveis pela ilha, fizeram um plano para erradicar os ratos da ilha.

A operação deve começar em 2020. Por causa da localização da ilha, é um grande desafio logístico.

É preciso enviar um navio da África do Sul, que vai levar dois helicópteros e um carregamento de bolinhas de cereal munidas de um anticoagulante que, em tese, mataria os ratos em 24 horas.

Ao chegarem à ilha, os helicópteros espalhariam as bolinhas pelo território. Há alguns anos a RSPB vem fazendo campanhas para levantar recursos para viabilizar a força-tarefa.

“Eliminar essa espécie invasiva é algo que já foi feito em 700 ilhas pelo mundo”, diz Bond.

“Não é uma novidade o que estamos fazendo, é uma técnica testada que pode trazer a solução que precisamos.”

Fonte: BBC

25/10/2018

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25/10/2018

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