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Projeto social cria instrumentos musicais com materiais recicláveis no Rio

Fonte: G1

Um projeto social está promovendo a união entre cultura e conscientização ambiental entre jovens moradores da Rocinha, na Zona Sul do Rio. O Funk Verde, parte do projeto De Olho no Lixo tem como objetivo transformar o lixo em instrumentos e, consequentemente, arte.

O De Olho no lixo é uma inciativa da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), em parceria com o Viva Rio Socioambiental. Segundo participantes, os resultados da remoção de lixo já são visíveis não apenas na comunidade, como na Praia de São Conrado, onde os detritos eram despejados diariamente.

Pelas mãos dos estudantes que participam do Funk Verde, uma das vertendes do ‘De Olho no Lixo’, latas, latões de tinta, galões de plástico e tampinhas viram instrumentos percussivos semelhantes a surdos, tambores, chocalhos e xequerês.

Para Angela Canal, gerente de Educação Ambiental do Inea, os agentes não são treinados apenas para identificar resíduos descartados na comunidade antes de cair no corpo hídrico. Segundo ela, eles estão sendo capacitados para fazerem parte de uma cooperativa de gestão de resíduos.

“Temos 30 agentes ambientais contratados de carteira assinada pelo Viva Rio Socioambiental. Eles estão em fase adiantada de cursos de formação de cooperativa. Eles são treinados não só para o trabalho de recolhimento desse resíduo contaminado, mas também capacitando para fazer planos de gestão de resíduos no entorno da comunidade, como condomínios e hotéis”, destaca Angela.

Durante a semana, integrantes do grupo Funk Verde visitaram o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais da Escola Municipal André Urani, na Gávea. Na oficina, alguns alunos tiveram a oportunidade de tocar com os instrumentos criados a partir do lixo.

Para a idealizadora do Funk Verde, Regina Café, o projeto possui uma proposta de alertar ao jovem do valor artístico e educativo por trás do material descartado no lixo. ” A proposta de fazer oficinas é mostrar ao jovem que ele tem possibilidades. Então a gente vai mostrando para ele que é possível tranformar aquele resíduo em instrumentos musicais”, conta Regina.

O agente socioambiental, Marcelo Araújo garante que a vida mudou depois que passou a fazer parte do Funk Verde. “Funk Verde mudou na minha vida a conscientização de reciclar esses materiais. De coisas que minha esposa dentro de casa fazia errado. Como pegar o óleo e jogar na pia. Hoje em dia a gente pega o óleo e coloca dentro de uma garrafa pet”, diz Marcelo.

Em outra iniciativa, estudantes também recebem aulas de “ecomoda”, criando roupas com materiais que seriam descartados, como retalhos, tecidos, jeans usados e banners. Em novembro desse ano, um desfile de moda sustentável realizado na comunidade da Rocinha teve coleção composta por 238 peças entre roupas, bolsas e acessórios produzidos a partir de restos de tecidos, retalhos, roupas usadas e até sacolas plásticas de supermercados.

srzz

 

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