Trabalhando com o movimento Break Free From Plastic, o Greenpeace disse ter organizado 239 coletas de plástico em 42 países por todo o mundo, que resultaram na análise de 187 mil peças de lixo plástico.
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“Olhe para seu lixo”: estratégias utilizadas para tentar reduzir ao máximo a produção de resíduos no dia a dia

Você já pensou o que você joga fora todos os dias? Se não sabe, buscar descobrir essa resposta pode ser o jeito mais fácil de reduzir o lixo de casa.

Lauren é uma Nova-iorquina que em 2014 resolveu criar seus próprios posts e então nasceu o “Um ano sem lixo”.

“A primeira coisa é olhar que tipo de resíduo eu produzo. Acho que a principal coisa que a gente pode fazer é separar, com certeza, porque é o básico, mas nessa separação de lixo a gente geralmente vê que a quantidade de resíduo que vai pra reciclagem é menor do que a que não vai. Então, que tipo de resíduo é esse que não vai pra reciclagem? Tem absorvente, fralda de descartável, algumas embalagens de alimento”.

Segundo ela, depois de estabelecer esse conhecimento sobre o lixo não reciclável que produzimos, é hora de traçar estratégias para a redução. As mais conhecidas são:

  • Absorvente? Melhor usar coletor menstrual.
  • Fralda descartável? Existem os panos, mas novos modelos reutilizáveis já foram criados e são vendidos na internet.
  • Copos, garfos, facas… de plástico? Não dá, né?!
  • Canudo? Com a proibição no Rio, muitas marcas passaram a vender versões metálicas laváveis, reutilizáveis e biodegradável, além de poder simplesmente beber diretamente no copo (sem a necessidade de canudo.
  • Sacola de supermercado? Melhor levar sua bag ecológica para as compras.
  • Escova de dente… de bamboo! Sim, a haste de plástico também acaba no fundo do mar.
  • Evite comprar qualquer material que seja descartável.
  • Faça gestão dos seus resíduos – A Eccaplan mostra passo a passo das Ações de um Líder Sou Resíduo Zero

Consumo Consciente

Fernanda Daltro, especialista em resíduos da ONU meio ambiente, encabeça a campanha Mares Limpos – durante os próximos cinco anos, ela promoverá ações para conter a maré de plásticos que invade os oceanos. Ela também fala que o início de uma mudança de comportamento está ligada a observar o próprio lixo.

“Qualquer coisa que você faça em matéria se separação dos resíduos sólidos domésticos é relevante. Qualquer coisa. Se você começa a prestar atenção no plástico, você começa a prestar a atenção na quantidade de embalagens que você compra, você vê se está misturando com o resíduo orgânico, e outras coisas”, disse.

“Quanto mais pensamento de redução na geração do lixo a pessoa tiver em casa, melhor será”.

Fernanda fala que existe um tipo de lixo que muitas vezes não lembramos. Ficar na fila no lançamento de celular novo pode ser moderno (e bastante caro, na maior parte das vezes), mas não é sustentável. Além das medidas de redução do lixo, é importante refletir sobre os hábitos de consumo – celular, notebooks, roupas. O importante é usar até realmente estragar.

“No comprometimento de buscar o lixo zero, não significa que eu não gero lixo. Isso significa que eu mando o mínimo possível no sistema. É tentar desafogar o sistema como um todo”.

Fonte: G1

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