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Degradação de mananciais está acima da média, diz estudo

Desordem populacional, desmatamento da mata ciliar e lixo são os principais problemas dos mananciais metropolitanos

Fonte: Programa Cidades Sustentáveis

O índice de degradação das áreas de mananciais na Grande São Paulo está acima da média mundial, diz um estudo da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC), em um alerta sobre a disponibilidade de recursos hídricos na região.

O levantamento mostra a importância da preservação das áreas de mananciais para a garantia desses recursos no mundo todo. A média mundial de degradação dessas áreas é de 40%. Na Região Metropolitana de São Paulo, o índice já é superior a 70%, o que explicaria em parte a recente crise hídrica.

A pesquisa levou em conta as fontes de águas que abastecem 4 mil grandes e médias cidades em todo o mundo. Segundo o gerente adjunto de conservação da TNC, Gilberto Tiepolo, as grandes metrópoles são as mais afetadas com o desmatamento e a indisponibilidade de recursos hídricos devido à alta densidade demográfica.

A ocupação desordenada, de fato, tem impacto, diz o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga. “As regiões de grande adensamento populacional do leste de São Paulo sofreram um crescimento demográfico explosivo que prejudicou bastante o meio ambiente, atingindo diretamente a qualidade dos rios”, diz Braga, que preside o World Water Council, rede mundial de especialistas em água. “Mas algumas ações vêm sendo realizadas nas últimas décadas para refrear a degradação e recuperar rios e córregos”, afirma.

Segundo Braga, muitos avanços já vêm sendo registrados, com a participação de órgãos governamentais, das empresas e da população em geral.

Monitoramento

Para Tiepolo, da TNC, é difícil implantar e fiscalizar as áreas de mananciais, mas o investimento em recuperação de matas ciliares traz benefícios que reduzem os custos das gestões.

De acordo com a TNC, 80% das cidades analisadas podem reduzir a presença de sedimentos nas fontes de águas com a recuperação de florestas. Para metade dessas cidades, proteger as águas dessa forma custaria cerca de U$ 2 ou menos por pessoa anualmente.

A preservação das áreas de mananciais diminui os sedimentos barrosos levados aos corpos d’água em dias chuvosos, reduzindo também os gastos com produtos químicos e saneamento para tratar a água.

Segundo a TNC, a demanda por água na região metropolitana de São Paulo é de 70 mil litros por segundo, mas os sistemas só têm capacidade de atender 67 mil litros por segundo. A queda da quantidade e qualidade da água nos principais sistemas que abastecem a região (Cantareira e Alto Tietê) preocupa. Por isso, a entidade se mobiliza junto com órgãos públicos e setor privado para recuperar 12 mil hectares das bacias dos dois sistemas. É menos de 3% da área total dessas bacias, mas a recuperação dessa pequena área reduziria em até 50% a carga de sedimentos para os rios.

Braga diz que o governo do Estado sabe da importância da recuperação das matas ciliares e por isso conduz ações específicas nesse sentido, com o Programa Nascentes.

O secretário diz ainda que a gestão de recursos hídricos é complexa e demanda um trabalho integrado das esferas municipais, estaduais e federais.

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