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Resíduos são utilizados em projetos que valorizam a sustentabilidade

Fonte: O Globo

Seja no mundo da moda, da decoração, da música ou da educação, a palavra do momento é sustentabilidade, que logo leva a outra super em alta: reaproveitamento. Você sabia que é possível reaproveitar quase tudo? Transformar material que não teria mais utilidade alguma em roupas, bolsas, instrumentos musicais e até numa grande tartaruga marinha para, de fato, aprender sobre sustentabilidade e meio ambiente? Afinal, os dois caminham de mãos dadas.

A tartaruga de aproximadamente dois metros quadrados, feita de jornal, papelão e filtros de café usados, faz parte do projeto EcoJogo, criado pelas artistas plásticas Alda Laís e Nina Alexandrisky, a pedido do Sesc, em 2013, e agora adotado pelo Espaço Mirá, que funciona no Gragoatá. Ela foi construída em partes separadas que, ao se juntarem, compõem a dinâmica de um jogo educativo, um quebra-cabeça em formato 3D.

Paralelamente à montagem do quebra-cabeça, o EcoJogo propõe uma brincadeira, que consiste em perguntas e respostas sobre a vida das tartarugas marinhas. O objetivo é chamar a atenção para a importância da preservação do meio ambiente.

A dupla levou o projeto a dezenas de escolas públicas da cidade e agora se prepara para criar um golfinho, outro animal em risco de extinção. O EcoJogo também conta com projeções e outros recursos para ensinar, de forma lúdica, pessoas de todas as idades.

— É uma forma de aprender brincando, e dá muito certo porque é uma experiência marcante. As crianças querem montar e remontar, sobem na tartaruga… é uma diversão! Mas, apesar de o foco maior ser o público infantil, o jogo também funciona muito bem com adultos e idosos, que ficam curiosos e são envolvidos pelas nossas dinâmicas — afirma Alda.

Outro projeto que trabalha com o reaproveitamento é o EcoCultural, uma parceria entre a prefeitura de Niterói e o governo do estado, lançada no início deste ano, que oferece três oficinas à população: EcoModa, EcoMúsica e EcoDesign. O objetivo é alertar moradores de comunidades quanto à necessidade do descarte correto do lixo. Há ainda a proposta de garantir alternativas de renda para as famílias envolvidas, por meio da reciclagem de materiais.

LIXO RETIRADO DA BAÍA

Graças a essas iniciativas, mais de nove toneladas de lixo foram retiradas da Baía de Guanabara, desde o início do ano, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Foram confeccionadas mais de 200 bolsas a partir de resíduos que iriam para o lixo, além de peças de vestuário e instrumentos musicais, entre outros itens. O EcoCultural já capacitou mais de 600 alunos. Entre eles, a estudante Taís Domingues, de 19 anos, aluna da EcoModa. Ela comemora as chances de receber conhecimento sobre a área em que deseja atuar e de aprender sobre reaproveitamento de materiais:

— Ser estilista sempre foi o meu sonho, mas os cursos de moda são muito caros, e eu não tenho condições de pagar. Participar do projeto está sendo melhor do que eu imaginei.

A professora da oficina EcoModa, Giselle Martins, acrescenta que “ser sustentável é estar na moda.”

Amanda Rodrigues, superintendente regional da Baía de Guanabara do Inea, ressalta que outra proposta do projeto é mudar a mentalidade a respeito dos resíduos:

— Eles deixam de ser vistos como lixo que não serve mais para nada. As pessoas aprendem que o lixo vai para algum lugar, e aí está o problema. O projeto permite que elas aprendam que ele pode virar matéria-prima. Essa mudança de mentalidade é o maior ganho.

 

srzz

 

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