10/12/2019

Alunos coletam e trocam materiais recicláveis por ‘dinheiro’ em escolas de Ibirá

Batizada de ‘ibirazinho real’, ‘moeda’ local é aceita em lojinhas dentro de escolas municipais e conscientiza estudantes sobre o lixo.  A iniciativa de um professor da rede pública municipal está rendendo bons dividendos ambientais para os 10,9 mil habitantes de Ibirá, no interior de São Paulo. Ele idealizou uma “moeda” local que os 1.200 alunos das três escolas da cidade […]
10/12/2019

Canadá irá banir plásticos de uso único em 2021

Segundo o governo canadense, o país recicla apenas 10% do plástico; nova lei deverá ser introduzida em dois anos. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que os plásticos de um só uso serão banidos no país a partir de 2021. A proibição desse tipo de plástico atingirá principalmente itens como garrafas e sacolas de supermercado. Trudeau ainda explicou que o […]
05/12/2019

Faça sua festa Sou Resíduo Zero

Com a chegada do mês de dezembro aproximam-se as confraternizações de empresas, celebrações de natal e a festa da virada do ano. Sempre fartas com comidas, bebidas e presentes, essas celebrações tendem a ter implicâncias ambientais que muitas vezes não nos atentamos. Algumas das consequências desses momentos está na geração excessiva de resíduos sólidos, sejam eles resultante das embalagens que […]
02/12/2019

CCXP 2019 RECEBE O SELO SOU RESÍDUO ZERO!

A convenção que acontece entre os dias 05 e 08 de dezembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (antigo Centro de Convenções Imigrantes) é o maior evento de cultura pop do Brasil e da América Latina e chega à sua 5ª edição. Com ingressos esgotados, existe a estimativa de que mais de 900mil pessoas passem pelos 115mil m² do pavilhão. A […]
02/12/2019

Reciclagem gerou 70 milhões de reais entre 2017 e 2018

Anuário do setor de reaproveitamento de resíduos sólidos destacou a economia gerada pela atividade Em Setembro, o primeiro Anuário da Reciclagem, que compilou dados do período entre 2017 e 2018, foi lançado em São Paulo. O documento foi realizado pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, a Ancat, e a empresa Pragma Soluções Sustentáveis, entre outros parceiros. […]

Fonte: GHG Protocol Brasil

Um café com leite e um pão com manteiga iniciam o dia de milhares de brasileiros. O preço do pãozinho subiu. O do café também. E o banho matinal está mais curto por causa da crise hídrica. Fora isso, a vida segue. Ninguém se pergunta para onde vai o pote de manteiga quando seu conteúdo acabar, tampouco o que fazer com o resto de café no coador ou com a embalagem de leite. E esse será o centro de uma nova crise, caso o poder público e a população não se mobilizem.

O cenário é crítico. Só no Brasil, no ano passado, 30 milhões de toneladas de lixo foram parar nos lixões, que são aterros considerados inadequados e oferecem risco ao meio ambiente e à saúde. Esse número representa 40% do total de lixo gerado no país neste ano. Os dados fazem parte de um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Sólidos (Abrelpe). “São cerca de 80.000 toneladas de lixo poluindo solo e água diariamente”, afirma Ednilson Viana, professor da USP e membro do Conselho de Curso de Gestão Ambiental. “As pessoas não têm noção do que isso significa”.

Para Viana, os números apontam para um possível colapso em um futuro não muito distante. “Estamos a caminho de uma situação crítica, como a situação da água. A próxima crise será a do lixo”, diz. E os passos dados pelo poder público nesse âmbito também são lentos. Em 2010, foi instituída a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, que, dentre outras coisas, estabelecia que os municípios entregassem, até agosto de 2012, um plano de gestão para o lixo. Também concedia o prazo de agosto de 2014 para que as cidades acabassem com os lixões.

Nenhum dos dois prazos foi cumprido. Por isso, em julho deste ano, o Senado aprovou a prorrogação desse tempo, dividindo as datas para os diferentes tamanhos de cidades. Com a nova norma, as capitais e municípios de regiões metropolitanas têm até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões. As cidades com mais de 100.000 habitantes terão até o final de julho de 2019. Já os municípios entre 50.000 e 100.000 habitantes têm até 31 de julho de 2020, e os com menos de 50.000 habitantes têm até julho de 2021.

E essa é apenas uma das legislações decorrentes sobre o tema. Desde 1979 o Brasil condena o descarte em lixões e desde 1981 a poluição ambiental é considerada crime. Desde 1998 é necessário obter licenciamento ambiental para o descarte de materiais, algo distante da realidade dos lixões.

Para Marcelo Antunes Nolasco, professor em Sustentabilidade e pesquisador da USP, a aprovação da Lei de Resíduos Sólidos significou um marco regulatório importante para o país. Porém, faltou estrutura para que a norma fosse levada a sério. “O poder público federal não realizou um trabalho prévio adequado com as esferas estaduais e municipais e tampouco criou instrumentos econômicos que pudessem fazer caixa para as prefeituras adotarem as medidas adequadas para a disposição final de resíduos sólidos”, diz.

Segundo Nolasco, embora as leis não estejam sendo cumpridas, é difícil aplicar alguma pena por isso. “Dada a complexidade da questão e as dificuldades dos gestores públicos municipais em acessarem recursos, dificilmente poderia se dizer que os prefeitos que não cumpriram a lei sejam criminosos”, diz. “Mas essa é outra questão. O ponto é: o que os gestores públicos estão fazendo hoje, para que em 2019 não tenhamos mais surpresas negativas?”.

Além de legislações mais firmes e que se façam cumprir, é preciso que o poder público desenvolva políticas capazes de engajar a população para solucionar o problema. “Do total de resíduos sólidos no Brasil, 32% poderiam ser reciclados”, afirma Carlos Silva. “Atualmente e efetivamente, porém, são reciclados apenas 4%”.

19/10/2015

Depois da água, gestão do lixo pode ser o novo foco de uma crise

Fonte: GHG Protocol Brasil Um café com leite e um pão com manteiga iniciam o dia de milhares de brasileiros. O preço do pãozinho subiu. O do café também. E o banho matinal está mais curto por causa da crise hídrica. Fora isso, a vida segue. Ninguém se pergunta para onde vai o pote de manteiga quando seu conteúdo acabar, […]